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São símbolos da Páscoa o peixe, os sinos, vestes brancas, o aleluia, o girassol, o Círio Pascal, a cruz, o cordeiro, o pão e o vinho, a coelhinha de Páscoa e a colomba Pascal, além de alguns outros. Cristãos, que à fé aliam estudo e conhecimento, sabem o significado destes símbolos.

Quaresma e Semana Santa convergem para a Páscoa de Jesus, data máxima dos cristãos e essência do cristianismo: fundamental que cristãos o saibam e vivenciem; importante para o saber e consideração dos não cristãos. Mas, claro, são maioria aqueles e aquelas cuja compreensão e motivação estão resumidos ao binômio feriado e ovos de chocolate.

Do hebreu Peseach, Páscoa significa a passagem da escravidão para a liberdade. É a maior festa do cristianismo. Nela se comemora a Passagem de Cristo “deste mundo para o mundo do Pai”, da “morte para a vida”, das “trevas para a luz”. Ressurreição é uma vida nova vivida além desta vida. A palavra ressuscitar vem do latim, e significa “despertar”, “reanimar”, “fazer viver”.

Os ovos de Páscoa são famosos no mundo inteiro. Os mais comuns são os ovos de chocolate, recheados com balas, confeitos e bombons. Qual seria o significado do ovo de Páscoa? O ovo também simboliza o nascimento, a vida que retorna. O costume de presentear as pessoas na época da Páscoa com ovos ornamentados e coloridos começou na antiguidade. O ovo é um símbolo de vida nova, de vida que está para nascer; é um símbolo de começo. Daí sua associação à Páscoa: a Ressurreição de Jesus também indica o princípio de uma nova vida, a redenção da própria humanidade e a promessa de um futuro cheio de alegria e felicidade para os que têm fé e esperança. Dentro do ovo gera-se uma vida, a vida é o Dom mais precioso de Deus. Ressuscitando para uma vida nova, Jesus revela a preciosidade que é a vida.

Os egípcios e persas costumavam tingir ovos com as cores primaveris e os davam a seus amigos. Os persas acreditavam que a Terra saíra de um ovo gigante. Os cristãos primitivos da Mesopotâmia foram os primeiros a usar ovos coloridos na Páscoa. Em alguns países europeus, os ovos são coloridos para representar a alegria da ressurreição. Na Grã-Bretanha, costumava-se escrever mensagens e datas nos ovos dados aos amigos. Na Alemanha, os ovos eram dados às crianças junto de outros presentes na Páscoa. Na Armênia decoravam ovos ocos com retratos de Cristo, da Virgem Maria e de outras imagens religiosas. No século XIX, ovos de confeito decorados com uma janela em uma ponta e pequenas cenas dentro eram presentes populares. Mas os ovos ainda não eram comestíveis. Pelo menos como a gente conhece hoje, com todo aquele chocolate. Atualmente, as crianças encontram ovos de chocolate ou “ninhos” cheios de doces nas mesas na manhã de Páscoa. No Brasil, as crianças montam seus próprios “cestinhos de Páscoa”, enchem-no de palha ou papel, esperando o coelhinho deixar os ovinhos durante a madrugada. Nos Estados Unidos e outros países as crianças saem na manhã de Páscoa pela casa ou pelo quintal em busca dos ovinhos escondidos. Em alguns lugares os ovos são escondidos em lugares públicos e as crianças da comunidade são convidadas a encontrá-los, celebrando uma festa comunitária.

Possuo razoável conhecimento sobre os temas que citei superficialmente. Confesso, não os vivencio como alguns o fazem, com sincera dedicação: acho ótimo que haja pessoas capazes de saborear a Páscoa para além do gosto do chocolate. Gente assim costuma ser fonte de solidariedade, justiça, alegria e honestidade. O mundo precisa disso cada vez mais.

Então, que tal você e eu nos empenharmos em compreender e viver a Páscoa para muito, muito além dos bem vindos e deliciosos ovos de chocolate?

 

José Carlos de Oliveira

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Publicado originalmente em 23 de março de 2008