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Quando um irmão participa e até ajuda a realizar celebrações litúrgicas, mas não saberia explicá-las satisfatoriamente, ou, quando abandona ou questiona a Igreja, o Pároco ou um leigo com conhecimento e se confunde em questões tais como adoração e veneração, imagens e idolatria, superstições e horóscopo, sábado ou domingo, unidade e diversidade, sincretismo e ecumenismo, sacramento do matrimônio e segunda união, sacramento do batismo e ‘outro batismo’ a cada ‘mudança de religião’; faz promessas como se fossem chantagem ou barganha com Deus; crê que mais rádios e televisões evangélicas que católicas constituem desvantagem para a Igreja, acredita na abundância de milagres e exorcismos imediatos e ao vivo, cede ao poder de convencimento de pregadores midiáticos e enfáticos: demonstra que antes de sentir, pensar e agir, não foi buscar conhecimentos e informações verazes e suficientes, não ouviu e nem conversou com católicos ordenados e leigos que sabem mais, não leu os livros e documentos escritos ou avalizados pela Igreja; não participou concretamente das formações; e ao que fez não acrescentou a constância da serenidade, sabedoria e discernimento. Em assuntos de fé, religião, Igreja e Cristo, deu mais ouvidos ao que ‘ensinam’ as novelas, filmes, programas de auditório, telejornais, entrevistas com artistas e atletas famosos, programas de rádio feitos por gente boa de lábia e ruim de conteúdo e compromisso, blogs e outras comunidades virtuais, dentre outros ‘ensinadores.’

Para criticar, reclamar, protestar, divergir e agir, a coerência recomenda a inteligência e o respeito de primeiro conhecer razoavelmente a pessoa, instituição e assunto motivo da manifestação. Se mais gente agisse assim, menos gente reclamaria e abandonaria a Igreja, mais gente entenderia e defenderia a Igreja – e se sentiria Igreja – menos gente cairia na conversa de desinformados ou insatisfeitos (às vezes, com alguma razão), de sectários e mercantilistas. Menos gente brigaria pelo poder e mais se disporia ao serviço na Igreja; então, também, menos gente sairia só por que não vigorou a sua ideia ou não foi escolhida para fazer o que sua vaidade exigia e sua obtusidade garantia ser a única alternativa certa.

Depois destes e outros procedimentos similares praticados com empenho, esmero, equilíbrio e honestidade, tais como pensar muito e bem Lc 6, 39-42, Lc 17, 10, Mt 7, 7-11, Mt 10, 26, Mt 18 – 15-20, Mt 24, 13, Mt 25, 13-30, 2 Cor 12, 8-10, Ez 33, 7-8, Prov 12, 1, Gl 6, 1, persistindo a insatisfação, se poderia pensar em cair fora para tentar ser feliz noutro lugar (Mt 7, 21-23, Jo 10, 16). Ou fundar o seu próprio lugar – ciente que no rebanho a aderir ou criar inapelavelmente haveria gente a fazer com o dissidente o mesmo que ele fez com a Igreja e os irmãos de antes; e lembrar, por exemplo, Mt 7, 15-23, Mt 24, 3-8, Mt 24, 11, Mt 24, 24-26, Mc 12, 38-44, Mc 13, 21-23.

 

José Carlos de Oliveira

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Publicado originalmente em 21 de março de 2012