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Desaprovamos a corrupção, o nepotismo, a preguiça, a violência, a inveja, a hipocrisia, o comodismo, a indiferença, a incompetência, a ignorância, a fofoca e tudo que possa parecer negativo perante a sociedade ou nossas opiniões, valores ou interesses, quando envolvem terceiros, estranhos, desafetos… Se, porém, estamos envolvidos ou alguém do nosso relacionamento, tendemos a trocar a desaprovação pela aceitação com tamanha naturalidade que, por vezes, sentimo-nos sinceramente contrariados com quem porventura ouse suspeitar ou descobrir que também temos limites e falhas.

Basta a alguém ter opiniões, valores, ações e situação diferentes das nossas convicções e interesses, para correr o risco de receber nossa indignação, crítica, retaliação, afastamento, rancor, etc. Bom senso, diálogo, respeito, tolerância… Ao menor descuido, “esquecemos”. Com variações de intensidade, todos somos assim: a maioria nem percebe ou admite e alguns tentam administrar e diminuir esta inevitável faceta do seu comportamento. Até pessoas sábias, serenas e justas.

Quem é sábio? Quem é sereno? Como ser justo? Três perguntas; infinitas respostas…

 

José Carlos de Oliveira

jc@radioplena.com.br – fb.com/oliveirajosecarlos 

Publicado originalmente em 16 de maio de 2006