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Nos tempos de Jesus fariseus eram um grupo religioso e político bastante influente em Israel. São muito citados no Novo Testamento, mas não no Antigo Testamento, embora citados desde o século II a.C. O povo os respeitava: eram os homens da lei, acima do bem e do mal, orgulhosos do seu status. Conservadores, inflexíveis, exigentes do cumprimento das tradições dos antepassados e da lei (Antigo Testamento). Seus vários encontros com Jesus e seus discípulos costumavam  ser acalorados e O acusavam de desrespeitar as leis de Deus e as tradições (Mt 9, 11). Formavam um grupo fechado, convictos de que eles detinham a posse da verdade ou daquilo que era o melhor e o certo. Jesus declarou que eram falsos que viviam uma religiosidade de aparências (Mt 23, 27-28). Com os saduceus, outro grupo religioso da época, promoveram a  perseguição a Jesus, culminando com sua crucificação.

Eles possuem ‘descendentes’ em todas as áreas e níveis: na política partidária, nos três Poderes, nos sindicatos, associações e conselhos comunitários, nas empresas, nas famílias, milhares de religiões ou seitas sectárias ou mercantilistas, e também nas religiões sérias.

Muito do que a humanidade tem de bom é contribuição histórica da Igreja, indiscutivelmente santa, embora também pecadora, e de Cristo. O que tem de ruim poderia ser melhor se mais católicos fossem menos fariseus (o mesmo vale para outros religiosos e crentes ou não crentes sérios).

Hoje, fariseu é expressão que define pessoa hipócrita, que vive de aparências, fingida, religioso que gosta de aparecer, mas não vive o que prega.

Antes de sequer pensar em apontar a sujeira no olho alheio, por mais que ela realmente possa estar lá, cuide para que os seus olhos não estejam repletos de sujeira!

Você aceitou ser Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão – MESC – e fez o mínimo: a formação inicial. Depois, nem sabe quando acontece a formação permanente. Ou, aparece de vez em quando, mas não aprende ou distorce tudo rumo à sua conveniência farisaica, fazendo das suas atribuições um cardápio: o que convém, faz; o que não convém, distorce ou ignora. Se a Missa é solene lá está você a ciscar pelo presbitério, querendo aparecer mais que ao Cristo. No frio, na chuva e no feriado, inclusive religioso, concede-se recesso do ministério. Aos enfermos você não atende ou o faz sem o embasamento do qual fugiu, ou, faz deles cobaias da sua religião particular. Se alguém der chance, você fala com dedo em riste, como se soubesse do que fala e fizesse o que fala…

Enquanto vivermos, por concessão Dele e sorte nossa, poderemos escolher entre Servi-lo, cada vez mais sinceros e trabalhadores, ou, ser nada mais que apenas fariseus do século XXI (aplica-se a todos, não só Ministros).

Fariseu termina com ‘eu’. E ‘eu’ começa, vive e acaba, como já disse, sozinho…

 

José Carlos de Oliveira

jc@radioplena.com.br – fb.com/oliveirajosecarlos 

Publicado originalmente em 30 de abril de 2012