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Neste dia 2 de setembro ele completou 85 anos de vida. Está a poucos meses de completar 59 anos de ordenação sacerdotal (próximo dia 2 de dezembro).

Palotino não por mero rótulo e sim por adesão, convicção e vocação, há décadas já estava anos luz à frente de quase todos ao seu redor. Está entre os mais genuínos exemplos de padres honestos, estudiosos, inteligentes, dedicados aos realmente mais necessitados (não apenas ou necessariamente de apoio material…), e fieis à Igreja e ao Seu fundador.

Por assim ser e ansiar compartilhar intensamente, verdadeiramente, coerentemente Jesus com o próximo, incontáveis vezes pagou alto preço. Mas, não vergou, não esmoreceu, nem com a idade: o corpo cansou e fragilizou tal como se dará com todos nós que em idade avançarmos; a mente, a alma, o espírito, estes, fortaleceram, celebraram tal como se dá somente com as verdadeiramente grandes pessoas e seguidoras de Jesus.

Sob a ótica de gente que, ainda que com boa fé, não se flagra inflexível e obtusa, crente que todo mundo só é agradável se não as questionar em suas contradições, pecados etc, padre Humberto não passa de um grosseiro a ser evitado. Sendo o cúmulo da falta de compreensão cristã evitá-lo e criticá-lo quando lhe cabe presidir a celebração da Santa Missa, ocasião na qual o cristão que entende e tenta, olha e vê, à luz da fé, não o padre, qual seja, e sim, Jesus…

Lógico que ele comete erros e tem defeitos, exatamente como todos, inclusive, quem não gosta dele. Longe de ser popular, é exemplar. Quem escolhe viver para além de aparências e vê o próximo para além do que aparenta, é sempre uma alegria inenarrável encontrar e desfrutar sua sabedoria cidadã e cristã, abundante até nas entrelinhas das alfinetadas enganosamente ‘envenenadas’ que nos dá, impregnadas de muito amor.

Estou entre os que aprenderam também com ele que o bom cidadão não precisa ser cristão; entretanto, o cristão que não é cidadão, em verdade, é falso cristão ou ainda não aprendeu a ser por completo. Cito-o muito pelas Paróquias de Curitiba e outras cidades, quando a serviço da Igreja. Cito-o muito nas atividades sociais lá fora das paredes e muros de Paróquias, das quais quase todo católico honesto lamentavelmente foge, por comodismo, conveniência e infidelidade ao Cristo no qual acredita e ainda não crê (sim, há diferença…). E quando não o cito, nele me inspiro.

Conheço outros que o tem por exemplo dentro e fora da Paróquia. Junto deles, sinto falta de mais católicos de verdade entre nós, ajudando a construir o Reino de Deus, ao menos, tentando, nos lugares e entre pessoas que mais precisam e mais caluniam a Igreja e Seu Fundador (ou se valem de Seu nome para ganhar dinheiro, poder, fama etc…).

Vivemos de braços abertos a quem queira ser missionário em tempo integral e nas águas mais profundas das quais muita gente fala, só fala. E quando criticados, evitados, caluniados, ao invés de orientados, apoiados, ajudados, resta-nos fazer uso do tradicional gesto do padre Humberto: dar de ombros – que permanecem de prontidão, com os braços, para abraçar a todos que resolverem experimentar tentar acompanhar gente ‘estranha’ como a gente…

Você, que é um dos que gostam do padre Humberto, reze por ele, vá visitá-lo: a cara feia que ele porventura fizer, e as alfinetadas, serão o modo dele dizer o quanto fica feliz em compartilhar conhecimento, sabedoria e amor.

 

José Carlos de Oliveira

jc@radioplena.com.br – fb.com/oliveirajosecarlos 

Publicado originalmente em 30 de setembro de 2015