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Seguidor de Jesus e Sua Igreja deveria – durante toda a vida – estudar, conhecer, ensinar e seguir fielmente o CIC (Catecismo da Igreja Católica); a Bíblia, sob as orientações  corretas que a Igreja oferece e recomenda, incluindo igual atenção para a Tradição e o Magistério; para a Sagrada Liturgia (não confundir com equipe de Liturgia, em que pese sua indiscutível importância); os Documentos do Concílio Vaticano II (um oásis na história e na vida da Igreja e, ainda, um  ilustre desconhecido de quase todos); o Código do Direito Canônico (a Constituição da Igreja); outros Documentos, dentre eles os azuis (CNBB – orientações oficiais da Igreja no Brasil) e os laranjas (Exortações ou Encíclicas do Papa).

Seguidor de Jesus que está entre os poucos que fazem isto, entretanto, para que não seja mero burocrata da fé e da Igreja, hipócrita até, há de entender e aceitar a riqueza contida no alerta do Papa Francisco, ao final do Sínodo dos Bispos sobre a família: “que os verdadeiros defensores da doutrina não são os que defendem a letra, mas o espírito; não as ideias, mas o homem; não as fórmulas, mas a gratuidade do amor de Deus e do seu perdão. Isto não significa de forma alguma diminuir a importância das fórmulas, das leis e dos mandamentos divinos, mas exaltar a grandeza do verdadeiro Deus”.

Os piedosos precisam que os estudiosos lhes abram as mentes, para que embasem e fortaleçam sua fé, seus sentimentos e práticas; e sejam menos suscetíveis às armadilhas das superstições e equívocos de si e de terceiros – ainda que de boa fé, ou dos fariseus e vendilhões dos templos que estão à espreita de multidões de desavisados, despreparados e desiquilibrados.

Os estudiosos precisam que os piedosos lhes toquem os corações, para que enterneçam seu conhecimento, seus sentimentos e práticas; e sejam menos suscetíveis às armadilhas que o saber mais ou demais impõem a quem sabe, mas, não é sábio: ensina e não aprende, parece ser e não é, melhora e até convence pelo discurso, aparência e função, mas, não condiz com o que diz, se contradiz com o testemunho que não dá ou nem tem.

Ideal é ser piedoso e estudioso – não meio a meio: nas cotas alcançáveis por cada pessoa; com diversidade e unidade. Algo como ter fé e realizar obras. Há divergentes entendimentos. Fiquemos com este: se existe fé, esta, embora mais importante que obras, quanto maior, mais entendida, vivenciada, saboreada e celebrada, mais gerará obras, muitas obras, boas obras, enfim, mais transformará a vida do fervoroso numa grande e maravilhosa obra – corresponsável pela construção do Reino de Deus.

“São muitos os convidados; quase ninguém tem tempo!” Não é por acaso que o cristianismo – e a família, e a sociedade, portanto – é cada vez mais fragmentado e descaracterizado!…

Apesar disso, entre os mais piedosos e os mais estudiosos, mais acolhendo que condenando, mais misericordiosos que miseráveis, muita gente tem escolhido ter tempo e se constrói obra cujo alicerce firme é Jesus e Sua Igreja – e não só outra de fachada.

Sejamos você e eu mais duas delas: inacabadas, imperfeitas, porém, cada vez mais, bem feitas!

 

José Carlos de Oliveira

jc@radioplena.com.br – fb.com/oliveirajosecarlos 

Publicado originalmente em 30 de outubro de 2015