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Preceito é uma regra de conduta moral. É uma prescrição a seguir. Norma, mandamento. Não por acaso, se poderia falar de preceito no âmbito do judiciário e da religião. Preceito é algo positivo, saudável, recomendável; duplamente legal: porque sob a égide da Lei – que incide sobre todos os cidadãos – e de uma doutrina, com a aceitação dos seus adeptos.

Entre velados e escancarados, nem todos aceitam seguir preceitos aos quais deveriam se submeter enquanto cidadãos e ou adeptos de um determinado grupo. Os preceitos são em prol dos cidadãos e não contra eles; e tal ocorre mesmo numa democracia insipiente como a nossa. Sempre há o que melhorar, a começar por uma sociedade e uma Justiça justas – crescentemente. A cada cidadão cabe lidar para aprimorar ou instituir preceitos tidos por melhores ou adequados, mediante o senso geral; e para eliminar os que não sejam, ou, no mínimo, recusá-los. Enquanto isso, todos haveriam de se submeter aos preceitos, inclusive, dos quais discordem. A alternativa civilizada seria mudar de País (e na nova morada submeter-se aos preceitos de lá…). Aos preceitos de uma dada religião, seita, partido, filosofia etc se poderia aplicar as mesmas sugestões, com o acréscimo de que nem é preciso mudar de País: abandona-se, muda-se ou funda-se um novo grupo. Registro meu asco para com os infames que deliberadamente contestam, mudam e fundam outros grupos para, embora dissimulem e escondam-se em máscaras e falácias, fazer sua opinião posar de verdade e viver com o dinheiro dos que caírem na sua conversa fiada. E alguém pode criar preceitos com boa  fé, mas, sem bom senso – e os há em profusão…

Respeito aos honestos que contestam e mudam: estão à procura de respostas, satisfações e evoluções – também eu as procuro. Definir se este ou aquele contesta ou muda de menos ou demais, se acerta ou erra, é questão de opinião.

Em que pese série de fatores limitantes e excludentes, é cada vez maior e mais fácil o acesso a uma formação técnica, a informação e a comunicação. Em contrapartida, permanece e cresce a dificuldade em se interessar, clarificar, aprofundar, equilibrar, assimilar, realizar, recomendar e compartilhar – verdadeiramente – preceitos que são vigentes, baseados em valores que são o que há de mais moderno, saudável e necessário desde que a humanidade está por aí. Encontrar quem adere civilizadamente e aproveita estas maravilhas que não estão à venda e são acessíveis a todos que as queiram é ocasião de comemoração. Para um selecionador de pessoal e empregador que comunguem da certeza de que isto é comportamento de vanguarda, comemorar pode ser sinônimo de encontrar a pessoa adequada para entrar ou retornar ao mercado de trabalho, com potencial para se manter e crescer, cumprindo e superando metas, estabelecendo outras, mais que repetindo e modernizando: inovando.

Preceito bom e indispensável deriva do que é tão antigo quanto moderno e futurista. Cultiva-se a arte de viver bem tratando ao próximo tão bem quanto se quer ser tratado, sinceramente, querendo muitíssimo o bem dele, sem esperar nada em troca e, exatamente por isto, ser o maior beneficiário. Constrói-se um vitorioso conforme jamais se queira alcançar dignos objetivos utilizando meios maus. Realiza-se um cidadão conforme se conheça e queira os direitos e, principalmente, as obrigações. É-se um profissional notável e diferenciado quanto mais se é uma pessoa bem resolvida, conforme se tenha apreço pelo trabalho – que não é apenas um emprego ou uma renda; e pelo estudo formal e informal permanente – que não é apenas ‘colar’ e decorar para conseguir mais um certificado.

Para muitos, acabo de escrever mais das mesmas tolices e da mesma utopia (um sonho quase impossível). Para alguns, falei outra vez de preceitos simples e suficientes para oportunidades cuja oferta é crescente e a demanda é decrescente. E assim, finalizo repetindo um de meus mais antigos bordões: a concorrência real é bem menor do que a aparente (não só no mercado de trabalho…)!

Por falar favoravelmente dos preceitos, reflexão complementar:

Samuel Johnson disse que “o exemplo é mais eficaz que os preceitos!”

 

José Carlos de Oliveira

jc@radioplena.com.br – fb.com/oliveirajosecarlos 

Publicado originalmente em 10 de janeiro de 2014