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Ouvinte e amante de rádio desde a infância, produzir e apresentar programas com o conteúdo e propósito contidos nos meus outros modos de comunicar, com o atrevimento de tentar oferecer algo simples, mas diferente do convencional e previsível, consistiu num sonho longevo.

Protelei a ação de tentar realizar, para antes cumprir compromissos profissionais e, por causa destes, algumas vezes recusei possíveis boas oportunidades. Outras vezes optei por negar convites ou me retirei para prosseguir condizente com meus princípios e propósitos.

Das experiências tidas como radialista, todas resultaram em aprendizado, inclusive a última antes desta, contrariando a opinião dos amigos que protestaram contra minha escolha e as tarefas às quais me sujeitei. Minha saída daquela emissora, em 15 de julho de 2011, representa a decisão de antecipar o projeto de criar a própria rádio. Já a melhor experiência como radialista o foi exatamente por dela ter resultado conhecer e firmar amizade com o querido, capaz e íntegro radialista e cidadão, Eli Moura: padrinho e parceiro – em 16 de julho de 2011 ele propôs e topei realizar o projeto do qual faláramos anos antes. Exatamente ao meio dia do dia 7 de setembro de 2011, Dia da Independência do Brasil, foi ao ar pela primeira vez a Rádio Plena.

Sendo Web Rádio, sua audiência é contada em dezenas ou centenas de ouvintes simultâneos; com muito trabalho, mais acertos que erros, a audiência gradativamente será ampliada. Na Europa, Estados Unidos e Japão já é comum ouvir Web Rádio, inclusive, em dispositivo móvel, com total qualidade, e a audiência de algumas equivale a Rádios AM e FM. No Brasil se dará o mesmo, conforme melhore a tecnologia disponível e o número de pessoas habituadas a escutar rádio, o mais marcante e democrático meio de comunicação, na internet, da qual comentários são dispensáveis; e minore o custo.

Há fantásticos comunicadores em todas as mídias e áreas: aqueles que realmente têm compromisso com o que dizem para o seu público, que se importam e tentam fazer alguma diferença no mundo, em favor dos que mais precisam, ainda que fadados a pechas tais como idealistas, utópicos ou tolos.

Entretanto, geralmente, os que mais costumam durar, ganhar algum ou muito dinheiro e fama, são, no mínimo, acomodados, que não arriscam, para não receber crítica e perder popularidade; e pululam os pelegos e canastrões que simulam ser do e para o povo, mas, seu compromisso é meramente para com o próprio ego e bolso. Dentre estes, abundam aqueles cujo comportamento não difere do comum aos politiqueiros de partido político e seus vassalos, bem como dos politiqueiros de sindicatos, de associações de fachada e de empresas travestidas de religiões. Com exceções, eis o que é comum também no rádio.

Sei submeter-me a procedimentos que não os meus e respeito o ser e pensar alheio. E tenho coragem de me posicionar e arcar com os riscos de ser minoria e até exceção. Por isso, embora afirme que ao leitor, ouvinte e expectador caiba exercer o inalienável direito de concordar e aproveitar, ou não, o que comuniquei e, por mais que concorde e aproveite, seja capaz de ter suas próprias opiniões, só falo e escrevo onde não haja censura e interferência para que minta, omita ou distorça.

Assim, ao longo de mais de duas décadas, em tudo que faço profissional e voluntariamente, construí credibilidade perante milhares de pessoas. Nada comparável a outros – dentre eles, vários muitíssimo melhores que eu e merecedores de suas conquistas – porém, algo de que posso dizer: tem valido a pena.

A Web Rádio Plena, sob o mote Música, Informação e Formação, é opção para quem não se contenta com propostas de superficialidades, futilidades, superstições, demagogias, populismos, fundamentalismos, alienações…

Desde o início estão comigo para os diversos serviços, inclusive, para além de falar ao microfone, o Eli, o Diogo, o Josué e o Cristiano, logo veio o Paulo, depois a Evíldia e a seguir a Eliane; participaram o Allan, o Aloísio, o Jorge e alguns que após breve período exerceram direito de não perseverar. Afora outros tantos a ajudar, no mínimo, torcendo a favor. Cito, especialmente, cada ouvinte: com tantas opções para lazer e informação, repletas de recursos, tecnologias, famosas etc, essa gente querida escolheu a singeleza da Plena como um dos seus hábitos – uma porção, inclusive, praticamente só escuta a Plena, em se tratando de rádio e música.

Ao primar pela qualidade e não quantidade, a Plena é submetida ao crivo de ouvintes mais exigentes e interativos, interessados em continuar evoluindo pessoal e profissionalmente – sendo esta a convergência que nos aproxima, posto que a nossa programação pode ensinar e a nossa equipe precisa continuar aprendendo, inclusive, com os ouvintes.

Que doravante possa continuar dizendo: tem valido a pena.

 

José Carlos de Oliveira

jc@radioplena.com.br – fb.com/oliveirajosecarlos 

Publicado originalmente em 7 de setembro de 2015 (aniversário de 4 anos)