A-MISERICÓRDIA-DE-DEUS

Entre alguns católicos, não católicos ou não cristãos com pouco ou nenhum conhecimento e discernimento ou boa vontade é comum encontrar críticas ao Ano da Misericórdia. A falácia diz que assim é fácil se livrar dos pecados, bastando fazer o que inserimos na edição anterior e nesta.

Fácil? Será?

Se será fácil ou difícil, isto é de intensidade variável e com cada pessoa. O que conta é a sinceridade – intensa, coerente, honesta, fundamentada e fiel – com muita coragem, entrega e perseverança. Se tudo não passar de conveniência cômoda e egoísta, de encenação, então: será um teatro a enganar aos outros e a enganar até o próprio enganador. A questão é que a encenação não engana aos outros por todo o tempo e, principalmente, jamais a Jesus, O Salvador, e a Deus, Aquele que salva: como humanamente não conseguimos alcançar plenamente o patamar divino, é uma temeridade viver fazendo de conta aqui e esperando fazer por merecer vir a ter com Eles eternamente…

O princípio é o mesmo quando da nossa participação na Santa Missa, nas novenas, demais celebrações e orações ao longo de todo o Ano Litúrgico – e tudo que daí resulta: o que sentimos, pensamos e fazemos nos nossos relacionamentos e atividades cotidianas…

Eis, pois, a ocasião de aceitar que o Espírito Santo nos faça companhia: que ilumine e guie a totalidade do nosso ser; o que permite que seja feita a nossa vontade, desde que ela seja convergente com o que Jesus faria se estivesse em nosso lugar! Não costuma ser fácil, entretanto, a cada vez que se consegue, a alegria é tanta, que a gente se flagra a sorrir até chorar…

A Igreja, por iniciativa do Papa Francisco, nos presenteia com o Ano da Misericórdia. Querer ser presenteado e como desfrutar do presente é decisão que cabe a cada pessoa. Seguramente, milhões fizeram ou farão bom uso de tão impagável e inesgotável presente.

 

José Carlos de Oliveira

jc@radioplena.com.br – fb.com/oliveirajosecarlos 

Publicado originalmente em 31 de janeiro de 2016