casais

Quando participei do ECC – Encontro de Casais com Cristo – compareci sem entender por que dissera sim ao convite e sem consultar a esposa, para surpresa e descrença dela, e depois, felicidade. Iniciei a noite de sexta feira com a intenção de não retornar no sábado, com alguma cumplicidade conjugal, imaginando darmos desculpas tais como um de nós ficou doente ou os filhos pequenos sentiram nossa falta. Sábado retornamos, com a esposa feliz e não mais querendo ser cúmplice em mentira para acobertar abandono. Iniciei o dia pensando na estratégia para fugir e antes que a noite chegasse me flagrei entusiasmado a permanecer.

Foi a primeira vez que percebi que sou plenamente livre para realizar minha vontade e plenamente realizado quando a convirjo à vontade de Cristo. Ele me venceu e Sua vitória me proporcionou ganhar ao saber como viver para vir a ser vencedor. São percepções crescentes conforme o encontro aparentava ter ficado no passado e eu continuava “sempre encontrando” e encontrado por Cristo. Aos 33 anos de idade comecei a aprender que, parecendo durar um fim de semana, o encontro eternamente gestado por Ele é para todos que O queiram por companhia constante.

Por ser Cristo o Caminho não cabem desvios e atalhos. Caminhantes trôpegos, geralmente, caindo em algumas das tentações que todos temos, experimentamos desvios e atalhos desnecessários e perigosos para caminho alternativo, fácil de entrar, difícil de sair, com atrativos mais efêmeros e ilusórios que reais, que cedo ou tarde não esconderão que conduzem a túnel sem luz no fim: quantos caminhantes desperdiçam parte ou toda a vida, enquanto convidados todos a entrar ou retornar e permanecer no Caminho, com passos firmes, francos e felizes; quantos escolhem recusar o convite ou não conseguem…

A partir dos passos na ponte ECC, aprendemos, permanecendo aprendizes, ensinando mais com testemunho que discurso, ora ajudados, ora ajudando. Ao lado de outras pontes, na diversidade que faz a unidade, o ECC facilita o trânsito pelo Caminho: a Sua Igreja, que somos nós, unidos, organizados e compromissados, cuida, orienta e acompanha.

A família é a igreja doméstica e está no âmago da ponte ECC. Igrejas domésticas de uma ou duas quadras formam o Micro Setor (“capelinhas”); os Micro Setores de uma pequena região formam Comunidade; as Comunidades de uma região maior fazem a igreja local ou Paróquia; as Paróquias de uma grande região formam o Setor Pastoral; os Setores Pastorais formam a igreja particular ou Diocese (Arquidiocese, caso de  capitais e grandes cidades); todas as igrejas particulares ou (Arqui)Dioceses do mundo formam a Igreja universal ou Igreja Católica.

Diz-se particular porque parte da Igreja Católica vista como um todo, em plena comunhão com Roma: esta, inseparável dos dois mil anos da Igreja de Cristo. A expressão Católica não é “placa de igreja”: catolicidade é essência do Cristianismo (Mc 16, 15). Católica, do grego (katholikos): universal, para todos (o que inclui os seus hipócritas, equivocados, acomodados e descontentes; bem como seus dissidentes, críticos, detratores e não crentes).

A Igreja é Santa! Sua porção terrena, que teve começo e terá fim, é para todos os falíveis e limitados que, apesar de pecadores, escolherem viver tentando se santificar; a fé cristã diz que quem alcançar ser conforme imagem ou caráter de Cristo terá parte com Ele.

O ECC é serviço paroquial, mas, você notou até onde os frutos nele plantados e dele colhidos podem chegar?

Se for convidado a participar faça o possível para aceitar, com marido ou esposa. Poderá ser a aceitação de mais uma das sinalizações que, mesmo não imediatamente entendidas, propiciarão sair de desvios e atalhos e entrar ou fortalecer no Caminho. Apesar dos buracos, desmoronamentos e imprudências ao longo da viagem à qual chamamos vida, como errar ou sair do Caminho tendo Jesus como “GPS” (Guia Para Sempre)?

 

José Carlos de Oliveira

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Publicado originalmente em 31 de agosto de 2017