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O Ano Litúrgico não coincide com o ano civil (1/01 a 31/12) e a fixação de suas datas a cada ano tem como base as fases da Lua. O Ano Litúrgico é o “Calendário Religioso” que contém as datas dos acontecimentos da História da Salvação; é o período através do qual a Igreja celebra todo o Mistério Pascal de Cristo. Compõe-se de dois grandes ciclos, o Natal e a Páscoa; são como dois polos em torno dos quais gira todo o Ano Litúrgico.
Os dois ciclos têm tempo de preparação, celebração e graça. O Natal tem um tempo de preparação, o Advento. O tempo de preparação da Páscoa é a Quaresma. A celebração se dá nas datas habitualmente chamadas Natal e Páscoa, porém, pelo tempo da graça, permanece a celebração de ambos: o Tempo do Natal irá até a Solenidade da Epifania e em seguida concluído com a Festa do Batismo do Senhor; o Tempo da Páscoa irá até a Solenidade da Ascensão e em seguida concluído com a Solenidade de Pentecostes.
Além dos dois ciclos/tempos com características próprias, restam no ciclo anual 34 semanas (às vezes, 33): o Tempo Comum. Durante este tempo não se celebra algum aspecto especial do Mistério de Cristo; comemora-se o próprio Mistério de Cristo em sua plenitude, principalmente aos domingos. Tempo que mostra que Deus se fez presente nas coisas mais simples, tempo de esperança e acolhimento da Palavra de Deus. “O Tempo comum não é tempo vazio. É tempo de a Igreja continuar a obra de Cristo nas lutas e nos trabalhos pelo Reino.” (CNBB – Documento 43, 132).
Neste ano de 2017 o Tempo Comum irá até sábado, 2/12, encerrando o Ano Litúrgico A (Mt); a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo (Cristo Rei), no domingo anterior, 26/11, é a última do Ano Litúrgico. No dia seguinte, 3/12, primeiro domingo do Advento, inicia o Ano Litúrgico B (Mc) e, com ele, o Ciclo do Natal.
O Mistério Pascal de Cristo a gente conhece, aprende, reflete, celebra e é convidado a aderir durante todo o Ano Litúrgico, em cada um dos seus dias, porém, insisto, no domingo: neste dia reside simultaneamente a origem e resumo semanal de todo o ciclo do ano cristão (Lc 24, 1-35; Jo 20, 1-30; 1Cor 16, 1-2; Hb 10, 19-25). Desde o início do cristianismo os cristãos celebram no domingo o Mistério Pascal de Cristo, participam da celebração do Seu Santo Sacrifício: a Missa. Logo passaram a celebrar um domingo de modo especialíssimo: o domingo da Páscoa. A seguir foram celebrando em dias determinados do ano uma festa ou acontecimento importante na vida de Cristo: Seu nascimento, Epifania, Ascensão, Pentecostes, resultando no Ano Litúrgico tal como o celebramos em nossos dias.
Então, somos convidados a celebrar o Mistério Pascal de Cristo durante todo o Ano Litúrgico, durante toda a semana, durante todo o domingo e, evidentemente, toda a Santa Missa.
Muitíssimo mais se pode e deve dizer e saber do Ano Litúrgico. Nestas poucas linhas estão contidos vários pontos de partida para o aprofundamento de quem quer ser concretamente cristão. Por exemplo: saber ou aprofundar o saber sobre o que é Festa, Solenidade, Advento, Páscoa, ano A, B (e C), Mistério Pascal, Batismo, Ascensão, Pentecostes, graça, celebrar, domingo e Missa, dentre outros. Se você não sabe de nada ou quase nada do que está escrito ou sugerido, tudo bem: ninguém sabe tudo e quem sabe permanece aprendendo. Importa é querer aprender. Depois, quanto mais aprender, mais encantado com tamanha riqueza, a verdadeira riqueza da Igreja de Cristo, decidir o que fazer com a consequência: o que fazer do seu próprio ser e viver a partir daquilo que se vai conhecendo, aprendendo? Digo que é o mais instigante e maravilhoso desafio com o qual um ser humano pode se deparar e ao qual aderir, mergulhando sem medo de se afogar. Só precisa passar a viver de convergir o próprio caráter ao caráter de Cristo (o que se diz popularmente ser à imagem d’Ele)…

Publicação original em 1 de novembro de 2017

José Carlos de Oliveira

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