Inexperiência não é doença e tem cura

“Como eles exigem experiência, se não dão uma chance pra gente?” Esta é queixa comum dos desempregados, principalmente, mais jovens. O desafio de conquistar seu espaço costuma ser difícil, demorar demais e o resultado nem sempre é o desejado e sim o possível – mesmo para as pessoas mais experientes.

O empregador contrata para solucionar o seu problema e não o problema do desempregado. Essa é a lógica do mercado de trabalho. Assim, dos inexperientes aos extremamente experientes e qualificados, todos podem oscilar entre serem preferenciais e convenientes ou desinteressantes e inconvenientes. É cruel? A resposta pode ser afirmativa para desempregados e empregadores. Em geral, aos dois lados sobram argumentos razoáveis. Continue lendo “Inexperiência não é doença e tem cura”

Medíocre ou notável

Desaprovamos corrupção, nepotismo, privilégio, mentira, preguiça, violência, inveja, indiferença, ignorância, indisciplina, ganância, calúnia, fofoca e tudo que seja ou pareça negativo segundo o senso comum e, principalmente, contrarie nossas opiniões, valores ou interesses, quando envolvem terceiros sem maiores vínculos conosco, estranhos, divergentes e desafetos. E reagimos com indignação, discriminação, crítica, retaliação, afastamento, rancor etc,  pouco ou nada importando o quanto posturas em “nós e eles”, ou do que se noticia e comenta das partes envolvidas, possuam verdade, legalidade, ética e alguma razoabilidade: indispensáveis para melhor conferir, refletir, transigir e decidir (e nem sempre totalmente ou definitivamente)…

Quando esses comportamentos estão em nós ou em alguém de quem gostamos e concordamos, tendemos a trocar desaprovação por aprovação, tolerância e até negação com tamanha naturalidade que sentimo-nos contrariados com quem discordar ou atrever suspeitar ou descobrir nossa conivente solidariedade e que também somos limitados e falíveis… Continue lendo “Medíocre ou notável”

Informativo São José: Igreja em saída, que vai ao encontro!

Quando surgiu a televisão apressados decretaram o fim do rádio. Quando surgiu a internet apressados decretaram o fim do rádio, da televisão e dos impressos. O rádio, a televisão e os impressos passaram a comunicar também na internet e estes quatro modais estão cheios de exemplos de profissões, atividades, métodos, programas, empresas etc que nasceram e foram se adequando ou desapareceram pelas mais variadas razões, justas ou não. Assim continuará sendo em todas as áreas, com a gravidade da pós-modernidade pouco interessada nos valores cristãos. Continue lendo “Informativo São José: Igreja em saída, que vai ao encontro!”

A Páscoa é mais saborosa que chocolate!

Breves considerações sobre alguns dos símbolos da Páscoa.

Cordeiro

O cordeiro era sacrificado no primeiro dia da Páscoa, no templo, como memorial da libertação do Egito: seu sangue foi o sinal que livrou os primogênitos que o faraó mandara matar. Seu sangue era derramado no templo e sua carne comida na ceia pascal. Este cordeiro antecipava a Cristo, ao qual Paulo chama “nossa Páscoa” (1Cor 5, 7). João Batista, na margem do rio Jordão, vê Jesus passando e diz: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1, 29.36). Também o disse o profeta Isaías (Is 53, 7-12). E o Apocalipse O cita como cordeiro sacrificado, então vivo e glorioso (Ap 5, 6.12; 13, 8). Continue lendo “A Páscoa é mais saborosa que chocolate!”

O zelo de ser pontual

Num curso de formação inicial para MESC, após o intervalo, propus reflexão para que os possíveis futuros Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão lembrassem toda vez que fossem servir um enfermo, levando Jesus consigo:

“Não pude observar quem se mostrasse incomodado com o atraso para iniciar e reiniciar. Deduzo que ninguém se importará que nos atrasemos para o encerramento (somando os dois atrasos, meia hora após o horário programado). Se alguém, por motivo que nem precisará anunciar, tiver que sair a qualquer momento daqui por diante, por favor, fique à vontade. Quanto aos demais, pelo já exposto, estamos combinados…” Continue lendo “O zelo de ser pontual”

Velho e velhaco

O velho

Ele tem 56 anos, grisalho, bigodudo, voz forte, grave, bonita, marcante sotaque, muito educado. Só tem a 4ª série do ensino fundamental, mal sabe ler; vocabulário precário e limitado, seus conceitos e comportamento, embora honesto, não o tornam interessante para o mercado de trabalho. É mecânico, aprendeu na prática; algum curso? ” – Nunca pude fazer…” Seu discurso, comum demais:

” – Sou honesto, trabalhador e sei mais do que muito moço que estuda, mas não sabe nem trocar um *bico. Eles não dão chance porque me acham velho, não tenho registro em carteira e estudei pouco. Que culpa eu tenho se precisei trabalhar desde cedo e agora não tenho mais idade pra isso?” Continue lendo “Velho e velhaco”

O mundo ideal

Pela enésima vez sugeri que houvesse esforço presente e crescente para que se habitue a não desperdiçar, não pichar, não poluir, separar e reciclar o lixo etc, mesmo que tal esforço seja de poucos e insuficiente para livrar o planeta e as pessoas das gravíssimas consequências do comportamento errático da humanidade. Uma ouvinte disse que eu nem devia tocar no assunto, pois, naquele horário nenhuma criança escutava e aos adultos não adianta falar. Ponderei que se o mundo ideal não existe não faço disso desculpa para ser omisso ou desistente. Continue lendo “O mundo ideal”

Emprego e trabalho

Segundo o Dicionário Aurélio, Emprego é cargo, função, ocupação em serviço particular, público, etc.; colocação. Lugar onde se exerce emprego. Trabalho é aplicação das forças e faculdades humanas para alcançar um determinado fim. Atividade coordenada, de caráter físico e/ou intelectual, necessária a realização de qualquer tarefa, serviço ou empreendimento. Tarefa para ser cumprida.

Pessoas perderam ou perderão os seus empregos por terem fugido da obrigação de trabalhar. Se você conhece alguém que tem o privilégio de estar empregado, sem precisar trabalhar, saiba que isso é exceção e exemplo a não seguir. Quem garante que no seu emprego atual ou futuro isso dará certo? Continue lendo “Emprego e trabalho”

Boa aparência: ilegal, imoral ou fundamental?

Durante uma entrevista de emprego ou em qualquer ocasião?

Nem sempre é possível saber com exatidão se alguém está sendo privilegiado ou descartado por causa da sua aparência; e se os critérios são discriminatórios (*) ou justificáveis, ainda que eventualmente  questionáveis. PRECISAMOS ESTAR ATENTOS AOS NOSSOS PRÓPRIOS CRITÉRIOS, posto que, no cotidiano, avaliamos e escolhemos coisas e pessoas também pela aparência. Ou não?

O currículo é seu cartão de visitas e sua aparência… também! Se você tiver a oportunidade de “vender seu peixe” e cometer erros primários, a imagem e até o julgamento que farão de você terá a exata medida do seu desempenho. Claro, você poderá tentar reconstruir sua imagem numa segunda chance. Só que ela nem sempre acontecerá e se acontecer não existirá garantia do resultado. Continue lendo “Boa aparência: ilegal, imoral ou fundamental?”