O mundo ideal

Pela enésima vez sugeri que houvesse esforço presente e crescente para que se habitue a não desperdiçar, não pichar, não poluir, separar e reciclar o lixo etc, mesmo que tal esforço seja de poucos e insuficiente para livrar o planeta e as pessoas das gravíssimas consequências do comportamento errático da humanidade. Uma ouvinte disse que eu nem devia tocar no assunto, pois, naquele horário nenhuma criança escutava e aos adultos não adianta falar. Ponderei que se o mundo ideal não existe não faço disso desculpa para ser omisso ou desistente. Continue lendo “O mundo ideal”

Emprego e trabalho

Segundo o Dicionário Aurélio, Emprego é cargo, função, ocupação em serviço particular, público, etc.; colocação. Lugar onde se exerce emprego. Trabalho é aplicação das forças e faculdades humanas para alcançar um determinado fim. Atividade coordenada, de caráter físico e/ou intelectual, necessária a realização de qualquer tarefa, serviço ou empreendimento. Tarefa para ser cumprida.

Pessoas perderam ou perderão os seus empregos por terem fugido da obrigação de trabalhar. Se você conhece alguém que tem o privilégio de estar empregado, sem precisar trabalhar, saiba que isso é exceção e exemplo a não seguir. Quem garante que no seu emprego atual ou futuro isso dará certo? Continue lendo “Emprego e trabalho”

Boa aparência: ilegal, imoral ou fundamental?

Durante uma entrevista ou em qualquer ocasião?

Nem sempre é possível saber com exatidão se alguém está sendo privilegiado ou descartado por causa da sua aparência; e se os critérios são discriminatórios ou justificáveis. PRECISAMOS ESTAR ATENTOS AOS NOSSOS PRÓPRIOS CRITÉRIOS, posto que, no cotidiano, avaliamos e escolhemos “coisas” e pessoas também pela aparência. Ou não? O currículo é seu cartão de visitas e sua aparência… também! Se você tiver a oportunidade de “vender seu peixe” e cometer erros primários, a imagem e até o julgamento que farão de você terá a exata medida do seu desempenho. Claro, você poderá tentar reconstruir sua imagem numa segunda chance. Só que ela nem sempre acontecerá e se acontecer não existirá garantia do resultado. Continue lendo “Boa aparência: ilegal, imoral ou fundamental?”

Piedosos e estudiosos, fé e obras!

Seguidor de Jesus e Sua Igreja deveria – durante toda a vida – estudar, conhecer, ensinar e seguir fielmente o CIC (Catecismo da Igreja Católica); a Bíblia, sob as orientações  corretas que a Igreja oferece e recomenda, incluindo igual atenção para a Tradição e o Magistério; para a Sagrada Liturgia (não confundir com equipe de Liturgia, em que pese sua indiscutível importância); os Documentos do Concílio Vaticano II (um oásis na história e na vida da Igreja e, ainda, um  ilustre desconhecido de quase todos); o Código de Direito Canônico (a Constituição da Igreja); outros Documentos, dentre eles os azuis (CNBB – orientações oficiais da Igreja no Brasil) e os laranjas (Exortações ou Encíclicas do Papa). Continue lendo “Piedosos e estudiosos, fé e obras!”

Patéticos e encantadores

A opinião nossa de cada dia e assunto

“Freud disse, cem anos atrás, que não existe observador neutro, totalmente imparcial. Os filósofos de botequim e a ciência moderna falam o mesmo.

Somos todos tendenciosos. Galvão Bueno, mais que os outros. Costumamos pensar, analisar e agir de acordo com nossos pré-conceitos, preferências e conhecimentos, às vezes, sem perceber. O jornalista esportivo, diante das incertezas do futebol, corre atrás de fatos e explicações que justifiquem e aprovem suas opiniões. Torce por suas ideias. “Não falei”, costuma dizer o orgulhoso comentarista de televisão, durante as partidas. Quando os fatos contrariam suas opiniões, diz que o futebol é uma caixinha de surpresas.” Da Coluna do Tostão, de 12-06-13, Dilema shakespeariano.

Às vezes, somos; às vezes, parecemos ser!

Em todos os demais assuntos agimos conforme ponderou Tostão. Ora mais, ora menos, uns mais, outros menos, percebendo ou não, admitindo ou não, entre muita a nenhuma razoabilidade. Continue lendo “Patéticos e encantadores”

“Graças a Deus!”

Meu pai desde jovem não era dado a dizer palavrões e quanto mais avançava em idade mais esta característica se acentuava. Desde jovem era dado a orações e conforme a idade avançava mais orações fazia.

Dentre as sequelas do seu primeiro AVC, então com pouco menos de 60 anos, destacava-se a perda da memória curta ou imediata, somada com sua ingenuidade, aceitação da brevidade e da beleza da vida com um bom humor irretocável, transformando-o num homem ainda mais amável e respeitável, além de folclórico e caricato. Outra “sequela” passou a ser uma expressão chula, grosseira, anteriormente inexistente ou rara e acidental no seu vocabulário, repetida dúzias de vezes ao dia, todos os dias, mesmo nas ocasiões mais inadequadas e propícias a grandes constrangimentos que ele jamais percebia ou dava de ombros. Continue lendo ““Graças a Deus!””

Não é só o papel que aceita tudo!

Num dos grupos de WhatsApp dos quais participo postaram uma das mais compartilhadas falácias das redes sociais, aquela que afirma que na câmara dos deputados acabaram com o 13º salário, seguida da relação com os nomes dos infames que teriam suprimido este direito trabalhista. Quem postou pediu que eu falasse algo no grupo e aqui. Com a licença dos que estão além da capacidade de alcance dessas falácias, atendo ao pedido da amiga. Continue lendo “Não é só o papel que aceita tudo!”

Morno a frio

Não escrevi na primeira pessoa do singular para me exibir e nem para ofender. Falei um pouco do que acontece comigo para que você se inspire a fazer uma honesta reflexão do que tem acontecido consigo. É Natal, ocasião propícia para nascer uma pessoa nova e melhor: cada um, quem quiser…

Aos trinta e três anos de idade comecei a dizer sim para Ele, não mais do modo morno com o qual muitos dos seus mais fiéis seguidores fazem e eu fazia: passei a aceitar o modo quente. Fui percebendo gradativamente, nada foi imediato e tampouco aceitei mansamente… Continue lendo “Morno a frio”

Morno a quente

Há alguns anos, ao final de palestra que não lembro onde, o que e para quem, ao encerrá-la, tive vontade de compartilhar uma reflexão que nunca contara a ninguém e que me aplicava – e aplico e me inquieto – cada vez que sinto estar entre ‘morno’ a ‘frio’. Tem conotação religiosa, porém, basta ao leitor, crente ou não em que há algo além da vida terrena, adaptar e refletir se, ainda que possua os predicados que seu currículo, discursos e certificados indicam, não haveria algo mais a descobrir, desenvolver, oferecer, aplicar etc… Continue lendo “Morno a quente”