Propaganda ideológica

Tempos atrás, quase bastava informar a serventia do produto e onde comprá-lo. Hoje, com a concorrência e consumidores mais esclarecidos e exigentes, a publicidade também deve ser um espetáculo que prenda a atenção, entretenha e seja bem persuasivo para convencer que aquele produto, serviço ou empresa é melhor e deve ser comprado ou utilizado. É a publicidade ou propaganda comercial. A propaganda eleitoral apresenta candidatos a eleições aos Poderes Executivo e Legislativo como merecedores do voto do eleitorado: enaltecem suas qualidades pessoais, as obras que fizeram e as que farão se eleitos etc. São muitas as etapas de produção: empresas especializadas estudam profundamente cada detalhe do produto, serviço, empresa ou candidato; identificam quais são os potenciais consumidores, usuários ou eleitores e seus hábitos, desejos, carências, particularidades etc. Preveem suas reações ante o que lhes será apresentado, nos horários, locais e modos mais atraentes e compreensíveis para eles. Mesmo que se deixem influenciar, normalmente sabem do propósito da propaganda; alguns são capazes de optar por não “recebê-la”, bastando não prestar atenção. Mesmo em realidades mais simples pode-se fazer propaganda: na eleição da associação do bairro, na venda de doces caseiros de porta em porta, por exemplo. A propaganda comercial e a eleitoral tentam levar à prática de uma ação: uma compra, um voto.

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O chato e os outros vizinhos

Naquela rua a pressão imposta pela cidade grande, mídia e tecnologia, facilita a que os vizinhos se distanciem uns dos outros: não se conhecem e não convivem como antes. Assim mesmo se observam e avaliam. Pela casa, roupas e automóvel, imaginam o poder aquisitivo. Pelo vocabulário e opiniões, deduzem o nível de cultura e erudição.

Pelas ações e reações, concluem quem é participativo, solidário, simpático, educado, tolerante, humilde, vaidoso, discreto; e quem é impertinente, intolerante, intrometido, obtuso, mentiroso…

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O mundo ideal

Pela enésima vez sugeri que houvesse esforço presente e crescente para que se habitue a não desperdiçar, não pichar, não poluir, separar e reciclar o lixo etc, mesmo que tal esforço seja de poucos e insuficiente para livrar o planeta e as pessoas das gravíssimas consequências do comportamento errático da humanidade. Uma ouvinte disse que eu nem devia tocar no assunto, pois, naquele horário nenhuma criança escutava e aos adultos não adianta falar. Ponderei que se o mundo ideal não existe não faço disso desculpa para ser omisso ou desistente.

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O que é seleção? Você também seleciona!

Quando chegar o Natal e o Ano Novo, quem tiver mais dinheiro comprará castanhas e panetones a quaisquer preços. Quem tiver menos no bolso comprará pedaço de melancia e panetone em promoção, se os encontrar. Quem não tiver nada…

Com exceção de quem não veja nada nestas datas, seja “pão duro” demais ou tenha outro motivo específico, do mais rico ao mais pobre, todos escolheremos a castanha, panetone ou melancia olhando as boas condições da embalagem ou casca, o cheiro, a aparência geral, provaremos um pedacinho, se possível, enfim, qual seja o preço que possamos e queiramos pagar, vamos escolher o melhor. Mesmo nas liquidações, “queimas de estoque”, “raspas de tacho” ou “fins de feira”, sabendo que temos as sobras e os restos, tentaremos escolher o produto com melhores condições. E sob nosso ponto de vista, seja ele sensato ou equivocado e até influenciado por terceiros.

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“Ser igual ou ser exemplo?”

O homem que sabe fazer a parte dos outros e não a dele:     

  • Vi essa vaga no jornal e vim para começar a trabalhar.
  • O senhor trouxe currículo, documentos e referências?
  • Não. O anúncio não pedia nada disso, moça!
  • Desculpe, está aqui, com licença (indicando o anúncio no jornal comprado pelo próprio candidato). Mas podemos resolver; o que importa é que o senhor esteja apto para a vaga, não é mesmo?
  • Me dá o endereço da firma que vou lá agora!
  • Calma, não é bem assim. Posso explicar como precisamos fazer e…
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Qual é o objetivo de uma empresa?

Responder que é o lucro atesta que se é igual a qualquer um e indica que se está na média. Muitos que estão nessa condição são considerados bem sucedidos: alguns o são; e poderiam ser mais…

“A função de uma empresa é levar satisfação às pessoas, provendo a sociedade de um produto excelente a um preço que as pessoas possam pagar. O lucro é o resultado da prática competente dessa função” (Vicente Falconi – professor, empresário, autor de livros sobre gerenciamento, consultor e membro do Conselho da AmBev desde 1997).

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Prosa

Durante processos seletivos, incontáveis candidatos aos postos de trabalho pedem orientações que os ajudem a melhorar ou gostariam de conversar demoradamente, até sobre outros assuntos. Meu modo de ser facilita a que muita gente assim faça ou queira fazer.

Simpatizante de uma boa prosa, avanço além duma tratativa curta, seca e fria. Que a prosa distraia, divirta e resulte em partilha de aprendizado, seja o interlocutor mais ou menos culto, instruído e preparado que eu: não tenho preconceitos para com os mais simples e necessitados de uma palavra, dica, motivação sincera, ou, no mínimo, um silêncio atencioso. Enquanto ensino e ajudo, aprendo e sou ajudado.

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Morno a frio

Não escrevi na primeira pessoa do singular para me exibir e nem para ofender. Falei um pouco do que acontece comigo para que você se inspire a fazer uma honesta reflexão do que tem acontecido consigo. Todos os dias se pode transformar em Natal, ocasião propícia para nascer uma pessoa nova e melhor: cada um, quem quiser…

Aos trinta e três anos de idade comecei a dizer sim para Ele, não mais do modo morno com o qual muitos dos seus mais fiéis seguidores fazem e eu fazia: passei a aceitar o modo quente. Fui percebendo gradativamente, nada foi imediato e tampouco aceitei mansamente…

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Morno a quente

Há alguns anos, ao final de palestra que não lembro onde, o que e para quem, ao encerrá-la, tive vontade de compartilhar uma reflexão que nunca contara a ninguém e que me aplicava – e aplico e me inquieto – cada vez que sinto estar entre ‘morno’ a ‘quente’ ou ‘frio’… Tem conotação religiosa, porém, basta ao leitor, crente ou não em que há algo além da vida terrena, adaptar e refletir se, ainda que possua os predicados que seu currículo, discursos e certificados indicam, não haveria algo mais a descobrir, desenvolver, oferecer, aplicar etc…

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