Emprego e trabalho

Segundo o Dicionário Aurélio, Emprego é cargo, função, ocupação em serviço particular, público, etc.; colocação. Lugar onde se exerce emprego. Trabalho é aplicação das forças e faculdades humanas para alcançar um determinado fim. Atividade coordenada, de caráter físico e/ou intelectual, necessária a realização de qualquer tarefa, serviço ou empreendimento. Tarefa para ser cumprida.

Pessoas perderam ou perderão os seus empregos por terem fugido da obrigação de trabalhar. Se você conhece alguém que tem o privilégio de estar empregado, sem precisar trabalhar, saiba que isso é exceção e exemplo a não seguir. Quem garante que no seu emprego atual ou futuro isso dará certo?

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Velho e velhaco

O velho

Ele tem 56 anos, grisalho, bigodudo, voz forte, grave, bonita, marcante sotaque, muito educado. Só tem a 4ª série do ensino fundamental, mal sabe ler; vocabulário precário e limitado, seus conceitos e comportamento, embora honesto, não o tornam interessante para o mercado de trabalho. É mecânico, aprendeu na prática; algum curso? ” – Nunca pude fazer…” Seu discurso, comum demais:

” – Sou honesto, trabalhador e sei mais do que muito moço que estuda, mas não sabe nem trocar um *bico. Eles não dão chance porque me acham velho, não tenho registro em carteira e estudei pouco. Que culpa eu tenho se precisei trabalhar desde cedo e agora não tenho mais idade pra isso?”

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Com Deus a gente só ganha, mesmo quando perde!

Tudo sempre acontece conforme a vontade de Deus. Vontade que jamais ninguém consegue compreender mais do que apenas um pouquinho, principalmente, quando em nós e em quem queremos bem e amamos existe dor, sofrimento e a incapacidade de solucionar problemas, mais ainda, aqueles que vão se agravando e provavelmente não terão volta.

Como, conforme avançamos em idade, as situações de dor e sofrimento vão se avolumando, também as perdas, resta-nos, para nosso bem e o dos nossos entes queridos e demais ao redor, assumir o risco maravilhoso de depreender o quanto podemos ganhar conforme perdemos: a gente se aproxima dos nossos queridos que sofrem e nos fazem sofrer com e por eles; e a gente se aproxima do Cristo, por intermédio do serviço abnegado ao nosso próximo.

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Mesmice ou oportunidade?

A pior crise a prejudicar alguém é a da mesmice!

Política partidária, serviço público, economia, mídia, religião, sustentabilidade, mercado de trabalho e outras grandes atividades ou temas – cheios de gente que os realiza com populismo, demagogia, massificação, alienação, hipocrisia, obtusidade – contribuem para que o Brasil permaneça injusto e medíocre em infraestrutura, saúde, segurança e, antes, educação, estando na rabeira de diversos indicadores internacionais. Isto explica e justifica crises políticas e econômicas? É mesmice ou oportunidade?

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“Graças a Deus!”

Meu pai desde jovem não era dado a dizer palavrões e quanto mais avançava em idade mais esta característica se acentuava. Desde jovem era dado a orações e conforme a idade avançava mais orações fazia.

Dentre as sequelas do seu primeiro AVC, então com pouco menos de 60 anos, destacava-se a perda da memória curta ou imediata, somada com sua ingenuidade, aceitação da brevidade e da beleza da vida com um bom humor irretocável, transformando-o num homem ainda mais amável e respeitável, além de folclórico e caricato. Outra “sequela” passou a ser uma expressão chula, grosseira, anteriormente inexistente ou rara e acidental no seu vocabulário, repetida dúzias de vezes ao dia, todos os dias, mesmo nas ocasiões mais inadequadas e propícias a grandes constrangimentos que ele jamais percebia ou dava de ombros. A expressão vulgar que virou um de seus bordões era manifestação de alegria, satisfação, surpresa etc, jamais com a intenção de ser deselegante. Dentre incontáveis exemplos, um sempre lembrado: ele e nós (filhos, esposa, netos, nora e genro) fomos almoçar na casa de uma de suas irmãs; domingo, ao redor da mesa, logo após a oração de agradecimento pela mesa farta, ele estava tão feliz, que se expressou verbalmente, diante da irmã dele, freira, e de mais umas quatro ou cinco freiras: “Puta Merda!”

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Santos e imagens

(CIC 828, 956, 1159 a 1162; CV 419 a 422)

“Imagens são apenas o que são: sinais!”

Imagem é só um objeto ou sinal que lembra a pessoa representada. Ídolo “é o ser em si mesmo”. A quebra duma imagem não destrói o ser que representa; já a destruição de um ídolo implica a destruição da falsa divindade.

A Igreja presta culto de adoração (latria) para Deus e somente para Ele. O reconhecemos como Todo-Poderoso e Senhor do universo. Aos Santos e Anjos a Igreja presta um culto de veneração (“dulia”), homenagem.

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Comunicação

Comunicamos mesmo sem perceber ou querer; até quando a interpretação do que passamos ou recebemos não é precisa. Comunica-se falando, gritando, silenciando, gesticulando, escrevendo, pintando, cantando, lecionando, hesitando, errando etc.; mesmo com mentiras, omissões e más intenções; mesmo com alguma limitação de visão, fala ou audição. Daí a importância da comunicação e seu poder. Daí ser importante que as pessoas se capacitem para fazer leitura crítica: habilidade de perceber se o que leu, viu ou ouviu é uma mensagem clara ou manipulada por interesses de terceiros.

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O profissional que seleciona

Gestor e gerente de recursos humanos, selecionador de pessoal, headhunter, coach, recrutador e empregador são gente como você. Têm sonhos, problemas, limites e carências. Erram, e mesmo quando acertam nem sempre satisfazem a si ou todos com os quais interagem.

Supõe-se que, no exercício do seu ofício, sejam altamente profissionais, repletos de habilidades indispensáveis; extremamente observadores e estudiosos da natureza humana, fazendo disso trunfo para um pensar e agir repletos de equilíbrio, ética, sensatez e objetividade. Eis que assim é, porém, nem sempre; não com todos. Como nos vários setores do viver, há aqui também os embusteiros: os sérios e não capazes, os capazes e não sérios, os nem capazes e nem sérios.

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“Quem tem que saber, sabe!”

Um bom cristão cansou de coisas feias que acontecem na comunidade da qual participa. Como inúmeros outros fizeram e farão por motivos semelhantes, trocou de comunidade e não adiantou. Pensou em afastar-se, porém, antes, procurou-me. Escutei-o, desabafou e pediu que lhe dissesse algo. Falei que vivencio situações semelhantes, entretanto, tento ter outras atitudes. Daquele encontro resultou este artigo e, antes, a volta do bom cristão à sua comunidade religiosa. Sua identidade não vem ao caso e o título do artigo explica o motivo…

 Ecl 1, 1-14; Mt 6, 1-18

Entre pessoas decentes e coerentes que me conhecem e sabem de algumas das atividades que realizo habitualmente, surgem cobranças para que as divulgue. Digo que o faço e me contestam dizendo que não divulgo quase nada: estão certíssimas!

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Referências pessoais e profissionais

Quando alguém, sob a condição de se prestar a referência pessoal ou profissional, faz comentários positivos, nem sempre diz a verdade. Quando faz comentários negativos, nem sempre diz a verdade também. Conscientemente ou não, além das mentiras, podem ocorrer distorções, omissões e exageros decorrentes de boas ou de más intenções.  Está acesso o estopim para injustiça contra ou a favor de algum(ns) do(s) envolvido(s).

Sob a parcialidade da qual ninguém escapa, poderia citar os motivos mais comuns para que isto aconteça – há a vontade de ajudar, de não se incomodar ou de parar de se incomodar o quanto antes, e, mesmo, medo de retaliações (infundadas ou não…), por exemplo.

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